MINERAL OU SINTÉTICO? EIS A QUESTÃO!

Olá, pessoal!

Como todos já sabem, nós, da Sabbatini, por uma série de razões técnicas, abolimos completamente o uso de produtos de origem mineral na manutenção dos nossos instrumentos musicais.

Após um longo processo de pesquisa, novos produtos sintéticos estão sendo gradativamente inseridos no cotidiano de nossa Banda, em substituição aos anteriores.

Primamos (Diretoria e Regência) pelo compartilhamento de conhecimento, pelo simples fato de entendermos que esse é o único caminho para que a evolução técnica da Banda ocorra de forma rápida e efetiva. Nosso objetivo é banirmos qualquer tipo de incerteza que, porventura, paire sobre as novidades que já estão em franca implementação.

Assim sendo, especificamente com relação ao tema “Manutenção e Limpeza”, é de fundamental importância que cada músico conheça profundamente os principais aspectos técnicos da aplicação de cada um dos novos produtos.

Já fizemos o repasse verbal de algumas informações básicas. A partir de hoje, a título de reforço e objetivando a construção de uma base sólida para consultas posteriores (em nosso site oficial), enviaremos – semanalmente – textos traduzidos diretamente do site oficial do fabricante. Trata-se de um material de procedência confiável e de elevada qualidade técnica.

Nesta semana, trataremos das diferenças existentes entre os óleos minerais e sintéticos. Ao final do texto, disponibilizamos também um vídeo muito interessante.

Boa leitura!

POR QUE USAR PRODUTOS SINTÉTICOS EM SEUS INSTRUMENTOS DE SOPRO?

Você está cansado de ver suas válvulas travando no meio de um ensaio ou de uma apresentação, mesmo que você tenha acabado de lubrificá-las? Instrumentos de sopro, a exemplo dos trompetes necessitam de muita lubrificação para um correto funcionamento.

Todas as diferentes partes móveis do instrumento precisam ser constantemente lubrificadas para um correto funcionamento e para garantir que as notas corretas sejam tocadas.

O óleo de válvula de origem mineral, que existe há décadas, dará conta do recado – apesar de apresentar uma série de inconvenientes, a exemplo do cheiro forte e das partículas residuais que ficam no interior dos instrumentos.

Diversos avanços recentes na área da química levaram a uma nova geração produtos sintéticos, que possuem melhor desempenho, duram mais e ajudam a proteger o revestimento de seu instrumento contra a corrosão e o desgaste.

Óleos Minerais

Os óleos de origem mineral são tradicionalmente feitos de uma mistura de componentes como o querosene ou o óleo de parafina. A espessura – ou viscosidade – desses óleos é controlada alterando a proporção da mistura – até que “pareça certo”.

Se você pudesse observar essa mistura até o nível molecular, veria uma estrutura não homogênea, com diferentes tamanhos (e pesos) de moléculas, variando das mais pequenas àquelas muito grandes, como apresentado na imagem abaixo:

Os óleos de válvula minerais tradicionais apresentam uma estrutura molecular de tamanhos (e pesos) diferentes – portanto, com taxas diferentes de evaporação.

O problema de um óleo mineral tradicional como este é que as moléculas mais pequenas tendem a evaporar muito mais rapidamente do que as maiores. Isto significa que um óleo que começa “certo” irá gradualmente ficar mais espesso à medida que as partes mais finas do óleo evaporam. Com isso, à medida que o ensaio ou a apresentação avança, as válvulas tendem a ficar pegajosas e pesadas – porque o óleo que ainda resta nas válvulas é composto integralmente pelas moléculas maiores e mais pesadas.

Óleos Sintéticos

Os óleos sintéticos são criados a partir de um complexo processo químico que produz moléculas muito uniformes e consistentes, portanto, de tamanhos e pesos semelhantes. Como todas as moléculas evaporam na mesma proporção, o óleo continuará a fornecer a mesma lubrificação e sensação suave ao longo do tempo, sem ficar pegajoso ou lento no transcorrer das performances musicais.

Isto também permite que os óleos permaneçam muito mais estáveis ​​e consistentes em condições extremas. Por isso, se você costuma tocar ao ar livre ou em climas muito quentes, um óleo sintético manterá suas válvulas funcionando de maneira suave e com alto grau de confiabilidade em termos de resposta.

As moléculas nos óleos sintéticos têm tamanhos uniformes, de modo que o óleo permanece consistente ao longo do tempo.

O fato de ter controle sobre as propriedades das moléculas significa que a espessura do óleo pode ser ajustada com precisão a fim de criar diferentes opções de produtos, para as mais diferentes aplicações.

Para o caso específico do fabricante que selecionamos (Yamaha), são disponibilizadas no mercado 4 viscosidades diferentes de óleo de válvula e uma variedade de outros lubrificantes, todos meticulosamente ajustados para uma parte específica do instrumento onde serão usados (e.g.: óleo para rotor, óleo para alavanca, óleo para eixo do rotor, óleo para bombas de afiação, entre outros).

Especificamente os óleos sintéticos que selecionamos apresentam o benefício extra de um agente anticorrosivo especialmente desenvolvido que é adicionado à fórmula. Este aditivo neutraliza os efeitos corrosivos naturais que os componentes da saliva e a umidade provocam no interior de um instrumento, proporcionando maior proteção às válvulas, bombas e demais partes do instrumento, ajudando a prolongar a vida útil do instrumento musical.

Para saber um pouco mais sobre as principais diferenças existentes entre os produtos minerais e sintéticos, assista ao vídeo abaixo: